Mônica Salgado é jornalista multimídia, palestrante, empresária e autora do livro "A vida que não postamos". Com mais de 20 anos de carreira, foi redatora-chefe da Vogue e lançou no Brasil a revista Glamour: uma revista feminina que foi a mais vendida sob sua direção. Ainda, é mãe, casada com o produtor musical e cantor Afonso Nigro, que já fez parte da boy band Dominó.
Ter a Mônica salgado na primeira edição da MODAA em Santa Catarina não é coincidência, é um brinde! É a nossa comemoração por termos escolhido realizar e não nos apagarmos. Ela representa muitos papéis que significam o que a MODAA quer ser. Ou seja, trabalhar com jornalismo, escrever com autenticidade, criar conteúdo esbanjando posicionamento - mas com categoria - se relacionando com nossos ideais e aliado ao mercado de forma lucrativa, com uma imagem fortalecida e com liberdade, enfim, tudo que só a comunicação nos oportuniza.
Com mais de 25 anos de carreira focada no universo feminino, Mônica Salgado é jornalista, escritora, palestrante e criadora de conteúdo. Passou pelas maiores revistas de moda do país, atuou na televisão e construiu uma carreira que transcende formatos e plataformas.
Tudo isto sem pedir permissão, sem suavizar o discurso, sem abrir mão da própria essência. É uma das vozes femininas mais autênticas do país. Uma mulher que inspira outras mulheres a ocuparem seus espaços com mais presença, coragem e, acima de tudo, verdade. Exatamente esse espírito que a MODAA quer cultivar. Por isso, estamos muito orgulhosas e dividimos com você esse bate-papo inesquecível.
MODAA: Quem é a Mônica que chega a 2026?
Mônica: Cada vez mais multifacetada. A gente não consegue mais se colocar numa caixinha só — o mundo exige tanto da gente que os projetos precisam ser diversificados. Estou escrevendo meu segundo livro, já no quarto capítulo. Vai misturar autobiografia, humor e um pouco de talk motivacional. Ainda não tem prazo para ser lançado, mas está muito legal.
MODAA: Suas pensatas viraram quase um gênero próprio. Em que momento você percebeu que aquele formato dizia mais sobre você?
Mônica: Eu amo textos longos — ainda escrevo alguns que vêm de quatro a sete minutos. Mas sem dúvida os textos mais curtos chegam a mais pessoas. Dependendo do teor da mensagem, se é divertida, irônica, provocativa, o ideal é que seja um reels, tem mais potencial de viralizar. Mas o formato não muda a essência. O que muda é o alcance.
MODAA: O que vem primeiro: a vivência ou a frase?
Mônica: As duas coisas, e por mais que a gente queira simplificar, a gente não faz uma coisa por um motivo só. O processo de escrever pra mim é um pouco terapêutico. Eu gosto de colocar minhas reflexões porque assim me organizo. Quando publico e sinto que isso toca as pessoas, que elas se identificam, é uma via de mão dupla. É muito curativa — acho que pros dois lados. Às vezes quero cutucar porque todo mundo está indo por um lado, então vou abordar essa outra perspectiva. Tenho essa insistência em lidar com o lado que está mais encoberto.